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11 de jan. de 2010

UM CHEIRINHO DE LITERATURA


Corto um pão rústico em dois com o canivete suíço barro a pasta de atum com abundância nas duas fatias corto algumas azeitonas com cuidado atiro as sementes para o chão corto um tomate uma folhinha de manjerico junto tudo e faço um delicioso sandes que começo a comer lentamente... de vez em quando apanho goladas na boca da garrafa do óptimo vinho Chileno… Olhando para o horizonte contemplo as eternas nuvens algodão rama que pairam como navios fantasmas sobre a ilha de São Nicolau a seu lado o minúsculo ilhéu raso o habitat de um lagarto pré-histórico único no mundo. Mais a sul vejo o ilhéu Branco com a sua forma de cruzador de pedra e, mais perto de São Vicente Santa Luzia a única das ilhas que tem nome de mulher…bem mais perto aqui em São Vicente ponta de Panilinha debaixo dos dois negros vulcões do Calhau onde um grande branco de ondas entra numa gruta e cospe para o céu água em repuxo num espectáculo único que a natureza me brinda… É Curioso! …Ao contemplar a natureza mesmo sendo um ateu convicto uma sensação transcendental quase religiosa evade a minha alma… Praia Grande com a sua areia branca e dunas banhadas pela espuma do mar com matizes de azul e verde… é de parar o fôlego! … Tudo é extra ordinariamente belo.

14 de dez. de 2009

O MELHOR LIVRO DE TODOS OS TEMPOS


Escritores elegem "Dom Quixote" o melhor livro de todos os tempos


O autor alemão mais citado na relação dos 100 melhores livros é Franz Kafka, com três obras, seguido de Thomas Mann, com duas.

O romance Dom Quixote, de Miguel de Cervantes Saavedra, publicado na Espanha em duas partes, em 1605 e 1615, ficou em primeiro lugar no ranking dos melhores livros de todos os tempos. Ele foi escolhido com 50% mais votos do que qualquer outro livro. Participaram da enquete, organizada pelo Instituto Nobel de Oslo em cooperação com os Clubes do Livro da Noruega, 100 escritores consagrados de 54 países.
A cada um deles, foi pedida uma lista dos dez melhores livros. Da Alemanha, participaram Siegfried Lenz, Hans Magnus Enzensberger, Christoph Hein, Herta Müller e Christa Wolf. Outros votantes ilustres foram Paul Auster (EUA), Carlos Fuentes (México), Cees Nooteboom (Holanda), Susan Sontag (EUA), John Le Carré (Grá-Bretanha), o indiano Salman Rushdie, o trinidadiano V.S. Naipaul, o nigeriano Wole Soyinka, o chinês Bei Dao.
Outros livros na lista – As posições seguintes não foram apresentadas pelos organizadores em ordem de classificação. O autor mais freqüentemente citado foi o russo Fiodor Dostoiévski, com quatro obras: Crime e Castigo, O Idiota, Os Possessos e Irmãos Karamazov.
Na relação dos citados com três obras surge logo Franz Kafka, judeu tcheco que escreveu em alemão (O Processo, O Castelo e seus contos na totalidade), William Shakespeare e Leo Tolstoi. Thomas Mann (Os Buddenbrooks e Montanha Mágica), William Faulkner e Virginia Woolf seguem, com duas obras cada.
O autor alemão mais antigo incluído no ranking foi Johann Wolfgang von Goethe, com Fausto I e II. Constam ainda Alfred Döblin, com Berlim Alexanderplatz; Robert Musil, com O Homem Sem Qualidades; Paul Celan, com suas poesias; e Günter Grass, com O Tambor.

Fonte DW Alemanha

22 de set. de 2009

GIACOMMO CASANOVA




Giacomo Casanova Veneza, 2 de Abril de 1725 - Dux, BCor do textooémia, 4 de Junho de 1798 escritor e mulherengo(COM CLASSE) por excelência que escreveu o livro: História Da Minha Fuga Das Prisões De Veneza que está publicado pela editora Antígona em Portugal.

O livro é um retrato fantástico deste personagem cujo nome é conhecido mundialmente, que nos leva a conhecer Veneza, com os seu Doges e inquisidores, numa Europa do século XVIII.



No final do livro, há uma frase que marcou-me, e assenta-me como uma luva, nestes dias:

DECIDI DEIXAR A MINHA PÁTRIA COMO QUEM DEIXA UMA CASA DE QUE SE GOSTA MAS ONDE É PRECISO TOLERAR UM MAU VIZINHO QUE NOS INCOMODA E QUE NÃO PODEMOS MANDAR DESALOJAR


Francamente, é o que sinto as vezes em relação a alguns dos meus vizinhos netas ilhas. É claro: (Falando de forma metafórica)




3 de set. de 2009

As Benevolentes de Jonathan Littell


Depois de ter lido o tremendo livro de Jonathan Littell “As Benevolentes” que são as memórias de Maximilien Aue, um ex-oficial oficial das SS que participa na sombria execução dos Judeus e organização dos campos de concentração até o fim da segunda guerra, Pergunto: O que leva o Homem a fazer o mal?

Nalgumas cenas do livro, Jonathan Littell descreve por exemplo, como Rudolf Eichman o organizador do holocausto, junto com os seus amigos, em sua casa em Berlim, se juntavam para tocar Streiche Quartetos de Beethoven... Como é possível, que um homem como Eichman, o organizador do diabólico plano que exterminou seis milhões de pessoas, podia reunir festivamente com os seus amigos, bebendo champanhe, tocar a sublime musica de Beethoven, o grande Criador da Nona Sinfonia: Hino a Liberdade, com versos do grande poeta Schiler?...
Ou, o próprio Maximilian Aue que, ao executar, judeus e ciganos, pensava que, cada criança, homem e mulher que ele e os seus soldados executavam, viam a cara das suas próprias mães, pais e filhos!!!! - O que leva o homem a ser mau? O que leva o homem a fazer o mal? “As Benevolentes” é um livro que nos desafia a reflectir profundamente sobre a condição Humana.
Este livro foi publicado pela Dom Quijote editora