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10 de mar. de 2010

POEMA NA BIBLIOTECA


Na biblioteca…

Um tigre de porcelana
A lingueta na chave de um enigma…

Um bordado cai alcantilado
Nos livros poeirentos de uma estante

A aranha viúva espera por
Ulisses…


Toda sabedoria do Mundo
Cabe num grão de areia

Blake tem os olhos de Milton

Homero tem uns binóculos
Nocturnos do exercito Americano…

Thalasa, Thalasa…. Terra… a… vista!!!!





21 de fev. de 2010

DOS POEMAS NOCTURNOS





Nesta noite: Dá-nos de beber oh loucura

Etiliza-nos as nossas paixões

Nesta meia-noite dos nossos
Fígados inchados… e

Os nossos corações num
Tick, tack que musica

A morte
De forma
Mais suave…

31 de jan. de 2010

BUKOWSKI


Poema nos meus 43 anos


Terminar sozinho no túmulo de um quarto

sem cigarros nem bebida —careca como uma lâmpada,

barrigudo, grisalho, e feliz por ter um quarto. ...


de manhã eles estão lá fora ganhando dinheiro:

Juízes, carpinteiros, encanadores,

médicos, jornaleiros, guardas,


barbeiros, lavadores de carro,

dentistas, floristas, garçonetes,

cozinheiros, motoristas de táxi...


e você se vira para o lado esquerdo

para pegar o sol nas costas

e não directo nos olhos.

9 de dez. de 2009

POESIA ERÓTICA


Amantes

Mulher mulata em círculos girando
Alteia sua saia de alva lua
Incita meu sexo que abre em flor

Com dedos de nuvens foices de seda
Corto tulipas espalho em seu corpo
Curvas e linhas orvalho na pétala

Ancas mestiças sobem e descem
Clímax é musica, mar de palavras
Unhas rubi tatuando meus braços
Orgasmo forte universo pulsa
O mundo para caiem estrelas

Nossos corpos separam
Dois rios correm, subornamos
O fátuo, amor eterno
Uma borboleta passa
A vela apaga…






7 de nov. de 2009

OUTONO EM BASILEIA


Esta chuva que bate forte

Outono de folhas caindo

A noite que cai em desamparo



Teu faro de luz

Que rodeia em meu peito...



Longe em Africa

Minha estrela

Cintila em teus

làbios rubi


5 de nov. de 2009

POESIA - Amor e amizade


Perguntei a um sábio,a diferença que havia entre amor e amizade,ele me disse essa verdade...O Amor é mais sensível,a Amizade mais segura.O Amor nos dá asas, a Amizade o chão. No Amor há mais carinho, na Amizade compreensão. O Amor é plantado e com carinho cultivado, a Amizade vem faceira, e com troca de alegria e tristeza, torna-se uma grande e querida companheira. Mas quando o Amor é sincero ele vem com um grande amigo, e quando a Amizade é concreta, ela é cheia de amor e carinho. Quando se tem um amigo ou uma grande paixão, ambos sentimentos coexistem dentro do seu coração. William Shakespeare

10 de set. de 2009

POEMA DE PROTESTO

Terrível orgia no Banco Mundial,
Gurus do F M I
Na prevaricação plutocrata

Cabo Verde Tele (come) altruísta, oferecendo papas
Aos meninos na “Ilha de Madeira”.
Jaida, maquinando luz divina e água benta,
Jesus Cristo, profetizado pela Igreja do Reino de Deus,
Descendo dos céus, para lavar os
Pés, aos vagabundos da rua de Canecadinha.
Ho Franz Kafka!
É proibido sonhar nestas ilhas?...
Este país é uma cadeira eléctrica de
Burrocratas… e...
É urgente poetas, irmos reunir no areal da praia do Norte,
Questionar sobre aquilo que resta, do Arco da poesia.

Quiçá possamos ver a ultima baleia Jubarte,
Atirar garrafas ao mar, com mensagens de solidariedade,
Aos últimos lagartos do ilhéu Raso.

Notícias divulgam, que políticos venderam,
As salinas em Pedra de Lume.

14 de jun. de 2009

POESIA


E da minha janela abriu o mar,
Rosas de um vermelho coral, em
Repuxo na imensidão do universo
Voaram.

As galáxias abriram seu peito
De anos-luz, meu tempo viajou
Na perpetuidade do momento

A solidão foi companheira
Sem me sentir só…

As estrelas, num bordado de
Luz flutuando no espaço,
Escoltaram o navio do meu ser

Senti a poeira cósmica
Do meu destino,
Enigmaticamente belo.

Soltando as amarras do não,
Elevado em amor,
Deixei que a lua me arrastasse,
Na sua perpétua rotação
Luminosa.

Com asas de cisne, leve
Como a água, criei o momento
Que é, a eternidade desejada.




9 de jun. de 2009

POEMA DA LIBERDADE

Eu sou um australopiteco da era cibernética
Que do fogo malhou o ferro
Com a roda fez o Mundo girar
Eu sou um australopiteco da era cibernética
Que faz máquinas que não amam
E impiedosamente matam
Eu sou um australopiteco da era cibernética
Vivo num Planeta triste em sangue
Também sou um australopiteco poeta da era cibernética
Grito todos os dias, a palavra LIBERDADE
Tchale: Do Azul e a Luz

8 de jun. de 2009

ODE A BICHARADA

Ode a bicharada:
Cães fantasmas
Ladram na esquina
Algazarra de primatas
Parlamento de hienas
Jericos na politica
O rebanho vai a traz

22 de mai. de 2009

O POETA NARCISO


Foto de: Omar
Amendoeira em fogo
Colibri – um beijo

Laranjas de Outubro
Teus ombros de ébano

Teus lábios bebendo
Meu corpo nu

Renascimento do mundo
Pássaros cantando

Agua na fonte
Tamarindo em flor

21 de mai. de 2009

POETA AFRICANO


Biografia de Léopold Sédar Senghor
Léopold Sédar Senghor
(Joal, Senegal, 9 de Outubro de 1906 -Verson, França, 20 de Dezembro de 2001) foi um poeta, escritor e político do Senegal. Foi o primeiro presidente do Senegal (1960 - 1980) e foi também o primeiro Africano na Academia Francesa.
Em 1928 foi estudar em Paris, onde entrou para a Sorbonne, lá permanecendo entre 1935 e 1939, tornando-se o primeiro africano a completar uma licenciatura nesta universidade parisiense.
Como escritor, desenvolveu a Negritude (movimento literário que exaltava a identidade negra, lamentando o impacto negativo que a cultura europeia teve junto das tradições africanas). Nas suas obras, as mais engrandecidas são Chants d’ombre (1945), Hosties noires (1948), Ethiopiques (1956), Nocturnes (1961) e Elegies majeures (1979).
Durante a Segunda Guerra Mundial esteve preso por dois anos num campo de concentração nazi e só depois é que os seus ensaios e poemas seriam publicados.
Entre 1948 e 1958 foi deputado senegalês na Assembleia Nacional Francesa.
Quando o Senegal foi proclamado independente, em 1960, Senghor foi eleito por uma unanimidade presidente da nova República, vindo a desempenhar o cargo ate final de 1980, graças a reeleições sucessivas.
Defensor do socialismo aplicado à realidade africana, tentou desenvolver a agricultura, combater a corrupção e manter uma politica de cooperação com a França.
VISITA
Na escassa penumbra da tarde,sonho.
Vêm me visitar as fadigas do dia,os defuntos do ano,
as lembranças da década,
como uma procissão dos mortos
daquela aldeia perdida lá no horizonte.
Este é o mesmo sol,
impregnado de miragens
o mesmo céu
que presenças ocultas dissimulam
o mesmo céu temido
daqueles que tratam
com os que se foram
Eis que a mim vêm os meus mortos.

13 de mai. de 2009

SENTIR

Sentir é ver a luz...
Cegueira, um pássaro com asas de chumbo
Tchale

GARATUJA

Com um pedaço de carvão
Com meu giz quebrado e meu lápis vermelho
Desenhar teu nome, o nome da tua boca
O signo das tuas pernas na parede de ninguém

Na porta proibida gravar o nome de teu corpo
Até que a lâmina da minha navalha sangre
E a pedra grite e o muro respire como um peito

Octávio Paz – poeta Mexicano. 1914/ 1998

11 de mai. de 2009

Musa Perdida

Magnéticas rosas
Beijos no ar

Socalco do mundo
Luz na montanha

Maresia fresca
Agua no mar

Relâmpago de fogo
Chama do corpo

Beijo tua púbis
Abraço a vida
Dragoeiro carmim
Meu sétimo céu.

2 de mai. de 2009

SANTA LUZIA


foto de: VM SANTA LUZIA A ÚNICA COM NOME DE MULHER: BELA E MISTERIOSA
A ilha em ti
Brisa no céu

Beleza eterna
Orgasmo em flor

30 de abr. de 2009

COMO É BELA A NOSSA ILHA

Frágil tempo, colinas, a ilha,
Felicidade dócil, dia que voa
Átomos perpétuos, corcel de relâmpagos

Rumor das ondas
Poesia de faunos
Mulher crioula bebida em luz

Ciclo de fecundação
Rostos no tempo
Saudade das dunas e
Dos vinhos que bebi
Primavera de mulatas
Saracoteando estrelas

Perfeita curva, sol nascendo
Força das coisas sonhos na pedra
Tigre erecto sexo pedindo

Utopia eterna, poemas
De amor, alfabeto de silencio
Vida amada…Sentir a vida, gritar no peito:

ESTOU AQUI!... LEVAM-ME A DOR…





24 de abr. de 2009

EROS E POESIA

Tua vela triangular
Incendiando meu mastro
Sensual

Teus olhos clandestinos
Na corrente de verbos obscenos
Adocicados…

Infinito magnetismo
Corpos ardendo…

Fogo no mar…

Tchale

14 de abr. de 2009

POEMA ERÓTICO

pintura de Hugo Prats

Pássaros raros
Praia deserta

Divino crepúsculo
Coxa regada

Touro de seda
Gruta molhada

Cavalo sobe
Égua relincha

RATOS URBANOS


Cérebros de uma geração
Lixada…


Tigre fraco
Selva moribunda

Ratos urbanos fazendo piruetas

Touro onírico padecendo de insónia