31 de mai de 2011

Um poema para ti

Cortina branca de estrelas e conchas
janela escancarada…
Luz crepuscular enchendo a tarde
com ténue melancolia.

Escuto uma cantilena de crianças
repetindo letras do alfabeto
que colho para escrever esta canção…

Lentamente a noite cai no mundo
Os pássaros já beberam na fonte do dia
regressam cantando aos seus ninhos de plumas

Sinto o silencio que desafia o peito
também o ruído da caneta
que escreve teu nome
na folha imaginária do teu corpo

2 comentários:

zito azevedo disse...

Poeta, poeta...Como é que voce consegue descrever em pinceladas de puro lirismo o mundo brutal que nos encarcera?
Obrigado por nos denunciar que há esperança...porque há beleza; que há beleza...porque há amor; que há amor...porque aínda há gente!

Tchale Figueira disse...

Sim amigo Zito,mesmo no caos qe nos rodeia existe esperança, e o amor não pode morrer. Sem utopia, que será de nós? Um abraço fraterno.

Tchalê