22 de ago de 2011

EM TEMPO DE ESCURIDÃO OS POETAS SÃO A LANTERNA DO MUNDO

Não há remédio, o cristal despedaça eternamente em bilhões de fragmentos. A felicidade é uma ilusão vendida num rectângulo TV que escurece a lua da poesia que, assassinos da luz, em vão, tentam subornar. Plutocracia desenfreada; e, um bem-falante, nem sempre é um homem bom; igual é um cão que ladra muito, e não é um bom cão. Oh Vida!!!!!... O rio da vida segue o seu caminho, são milhões de anos, e há mais sangue derramado no seu fluxo, do que fontes cristalinas, onde os poetas bebem o elixir da serenidade e da contemplação… Sentir a erva fresca das montanhas crescer no imaginário, a luz que não conseguem aprisionar; porque, em tempo de escuridão, os poetas, são a lanterna do Mundo!... E vós mortais, (como eu) que pensais ter toda a retórica do mundo, lobos enfeitados de tribunos, vossas capas de vermes… Mascarados de salvadores da justiça, vossas leis, vossas igualdades, vossas democracias e fraternidades! … Palavras!!!!! Palavras!!!!! E, se no princípio era o verbo, ter olhos para contemplar e meditar, foi a criação da poesia… Por favor homem!... Não me venhas, oh tirano, pregar com a tua dicção, simulada de profeta, as tuas maldades inimagináveis… Afasta de mim este cálice, como disse o outro. Sou cavalo que galopa na savana, longe do submundo das cloacas do inferno, e o inferno, és tu, e os teus anormais e insanos, que seguem amarrados nas grilhetas das tuas promessas, na sua incerteza de serem eles próprios. Flores espezinhadas no contracto social da sua triste ignorância.
Este medo de sermos nós próprios! Nem Deus, nem mestre, nem puxa sacos, que parasitam na orbita do vosso planeta das vaidades. Oh Pobres de espírito que vão comendo das vossas migalhas, cães obedientes, misantropos, ladrões, traidores, bandidos, criminosos, assassinos… Eles? Não são bons, uns com as outros?...Se a pureza entre eles, todavia existe, acredito que odeiam a sua condição de párias, mas perderam a chave para abrir as grilhetas, preferem beber Coca-Cola, arrotar em orgias perversas, andar de cabriolé nas ruas da futilidade, e, não existe remédio, contra a mediocridade… Não há remédio meus amigos, mas todavia, existe a poesia, e, o poeta, é uma Fénix, que ressuscita das cinzas…
Batendo as suas asas de luz, voa para a cidade das utopias, onde mora a felicidade, mesmo sendo ela efémera, tal a vida de uma libélula, num regato musicando.


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