24 de jun de 2011

A SOLIDÃO DOS POETAS



A solidão dos poetas:

Gargantas afónicas
Canetas de fogo…

Batem palmas as iguanas
Das ilhas Galápagos

No riacho morto da ilha
Nascem flores de frio aço

A indecência é um carro
Que carrega mortos

Abaixo do vulcão
Malcolm Lowry
Esvazia a garrafa

Queimam-se neurónios
Na solidão dos poetas.

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