5 de mar de 2011

LETRAS SOLTAS


Nunca tinha visto as cataratas de Niágara, foi a ilha de Cuba operar cataratas, agora enxerga, e já vê o seu gato Voltaire, nome escolhido por ele com ironia, porque o felino, sai atrás de gatas com cio, e o malandro sempre volta… Daí o nome Vol(ta)ire, filosofo da idade da luz… E, falar de Luz, convêm não confundir as trevas, com a deusa Electra da mitologia. A nossa Electra aqui, tem os geradores fodidos, espalha trevas na cidade! …
Reclama passivamente o povo das ilhas contra estes construtores de túneis e, o grego Diógenes as volta aqui em Mindelo, busca de um político justo? Dizem que o politico justo, malabarista de verborreias, desapareceu num mar repleto de tubarões … Segundo a lenda, foi para o fundo do mar, em busca de uma varinha de condão, prometeu solenemente, milagres, a uns idiotas cegos de espírito …

É urgente o amor, escreveu Daniel Filipe, poeta Luso Crioulo e, nas portas desta cidade, foguetões com rodas guiados por Las meninas, que não são as meninas da bela obra no Prado, pintadas pelo mestre Velásquez…
Aqui, las meninas, conduzem cabriolés e, ao velas passar, traz-me a memoria, um famoso capitão das ilhas, que dizia em alta voz cavernosa quando embebedava-se, esta bombástica frase : Na nossa família, temos de tudo: Capitães, Intelectuais, e, até putas têm!!!!

A transmutação da crica em bilhetes de 5 mil escudos é um delírio!... Vão as compras nas fraudulentas lojas de luxúria bacoca contrafacção Made in China, com suas etiquetas D, Or, e, nem tudo o que brilha é ouro, já dizia-me o alquimista doido que mora debaixo do cais da alfandega, este místico sitio, onde três tartarugas, convocaram uma reunião urgente, com o objectivo de fazerem um balanço sobre a problemática ecológica, discutindo sobra a situação da BP, lavando o golfo do México com Petro- Dólares; flora e fauna que desvanece, culpa da estupidez humana e como já disse Einstein: Existem duas coisas que tenho a certeza: O Universo é infinito, e a estupidez humana também …

Do alto de um promontório observo um velho índio afónico na sua montanha; já não canta aos deuses, e o seu tambor calou… Carlos Castanheda e Don Juan, metamorfoseados, em corvos, voam no alto de um céu azeviche: Num ritual comeram Poiote; voando observam a miséria do mundo que passa numa procissão, rezando: Flores para los muertos! …Flores para los Muertos!

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