17 de mar de 2011

LETRAS SOLTAS: PUXA SACO E OUTRAS COISAS


Não há remédio, o cristal despedaça eternamente em bilhões de fragmentos. A felicidade é uma ilusão vendida num rectângulo de sonhos que escurece a lua da poesia, que assassinos da luz, em vão, intentam, subornar a imortalidade. Plutocracia desenfreada; e, um bem-falante, nem sempre é um homem bom, igual a um cão que ladra muito, e não é bom cão! Oh Vida!!!!!... O rio da vida segue o seu caminho, são milhões de anos, e há mais sangue no seu fluxo, do que fontes cristalinas, onde os poetas bebem, o elixir da serenidade e da contemplação… Sentir a erva fresca das montanhas crescer no imaginário, a luz que não conseguem aprisionar; porque, em tempo de escuridão, os poetas, são a lanterna do Mundo!... E vós mortais, que pensais ter toda a retórica do mundo, lobos enfeitados de tribunos, vossas capas de vermes… Mascarados; salvadores da justiça, vossas leis, vossas igualdades, vossas democracias e fraternidades! … Palavras!!!!! Palavras!!!!! E, se no princípio era o verbo, ter olhos para contemplar, e meditar foi a criação da poesia… Por favor homem!... Não me venhas oh tirano, pregar com a tua dicção simulada de profeta, as tuas maldades inimagináveis… Afasta de mim este cálice, como disse o outro. Sou cavalo que galopa na savana, longe do submundo das cloacas do inferno, e o inferno és tu, e os teus subnormais; insanos, que seguem amarrados nas grilhetas das tuas promessas, a sua incerteza de serem eles próprios. Flores espezinhadas no contracto social da sua triste ignorância. Este medo de sermos nós próprios! Nem Deus, nem mestre, e sem puxa sacos que parasitam na orbita do vosso planeta das vaidades. Pobres de espírito que vão comendo das vossas migalhas, cães obedientes, misantropos, ladrões, traidores, bandidos, criminosos, assassinos… e, eles? Não são bons, uns com os outros?... Se a pureza entre eles todavia existe, acredito que odeiam a sua condição de párias, mas preferem beber Coca-Cola, arrotar em orgias perversas, andar de cabriolé nas ruas da futilidade, e não existe remédio contra a mediocridade… Não há remédio meus amigos, mas todavia existe a poesia, e o poeta, é uma Fénix, que ressuscita das cinzas… Batendo as suas asas de luz, voa para a cidade das utopias, onde mora a felicidade, mesmo sendo ela efémera, como a vida de uma libélula num regato de música.

2 comentários:

JB disse...

Belo texto, Tchalé. Do melhor que li por aqui. Abraço!

Tchale Figueira disse...

obrigado João!