6 de jun de 2011

POEMA ESCLOFOBÉTICO

Entre o húmus e o estrume
A impertinência do sentido
Aparente folha invisível
Resto da inocência perdida
Renascer em cada pérola na linha do
Horizonte entre o dia e o galo nocturno

A reza sobre o amor
Cadeia sentimento e liberdade
Licorne de coisas inatingíveis
Dragão de papel voando
Aurora pulverizada de miséria
Sonhos que não entram no portão
Das camélias rodopiando na morte
Céu de cines embalados em plástico

Destas lembranças as tuas mamas
Cheirando a suco de tamarindo
Sete pontos nos extremos da tua cauda
Um cometa recalcado em papel de arroz
Neblina felina que atravessa a loucura
Passando pela fresta das comportas invernais
E todo sentido da palavra cai neste abismo
Poço de morcegos pendurados na
Argola de uma luz singular
Esperando noite de caça no agro
Divino dos teus lábios.

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