13 de mar de 2011

LETRAS SOLTAS

Num provérbio hindu: Crianças e o diabo, as pessoas nunca sabem, o que eles vão fazer!... Mas os políticos, estes, soltam flatulências pela boca fora, flagelando ceguinhos de espírito, patetas alegres na procissão … Todos entram no baile!... Testemunhas de Jeová, ou gentes de outros clubes de bandalhos e espantalhos, cantando glória a politica e ao altíssimo! … Pois!... Com dizia, Hermes Tresmegistus: O que está no alto, é como o que está em baixo… mas pessoalmente, prefiro o caminho do meio, caminho dos budistas e, não fosse do meio das mulheres, o lugar sagrado onde nascemos e, se assim não fosse, não teriam as donzelas, o triângulo mágico, onde aconchego a minha poesia, isenta de blá blá blá… Tão pouco, cocorocó de galo de entulho, numa capoeira plena de pulguinhas, ou, o raio que os parta, e, coçam mais do que aquele coce, coce, extraído nas baterias, dos carros da minha infância…

Palmas palmando, meus senhores e minhas senhoras, trombones desafinados, histerismo de massas, aplaudindo urubus disfarçados de pombas brancas, símbolo da paz, falhanço há milhares de anos, que escorre num crivo de soda caustica…

No deserto de Gobi, um milhão de chineses, empurram uma carroça. Carrega uma bomba de plástico, invenção de um profeta ocidental, que enriqueceu vendendo tinas de plástico nas portas da Wall Street gritando de forma profética: Plastic is Fantastic!!!!...

E, a rosa, que eu tinha para oferecer-te, proveniente do monte Evereste, também um trevo de quatro folhas dos Alpes, que infelizmente murchou na ponte de água estagnada, curral de vacas em delírio, casa de patéticos desfiles de peruas e morcegos, que perderam o seu radar, nadando numa lagoa de urina no cais da alfandega…

Um atleta, supersónico, fora de série, faz piruetas na estratosfera, exibe os seus músculos na Laginha… Um capanga planta terror num campo de refugiados, vedado com arame farpado, e, no ocidente um ranger de dentes, policias em bicicletas, perseguindo traficantes de africanos, obra fantasmagórica, dinheiro sangrando, mães chorando, mentes perversas colectando cadáveres, que nunca chegam ao paraíso.

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