11 de dez de 2010

A SOLIDÃO DOS POETAS


A solidão dos poetas:

Gargantas afónicas
Canetas de fogo…

Batem palmas as iguanas
Das ilhas Galápagos

No riacho morto da ilha
Nascem flores de aço

A indecência, um carro
Que carrega mortos

Abaixo do vulcão,
Malcolm Lowry,
Esvazia uma garrafa de mescal…

Queimam-se neurónios,
Na solidão dos poetas.

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