12 de dez de 2010

CORTINA DOIRADA


Cortina doirada caindo num poente de raios,
Meu gato regressa das suas viagens homéricas,
Foi príncipe, três dias e três noites, nos terraços
Olímpicos do cio…

Miro da janela as andorinhas que pintam o horizonte,
O barco que inflama numa bola de fogo,
Minha vida atravessando num cavalo de nuvens…

Contemplo a delicada chuva caindo,
Conto mil bátegas de fino jade,
Que tem o dom de reinventar a vida,
Que é um suspiro, e nada mais!

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