11 de mai de 2010

POEMA NOCTURNO


Eis o momento do galo e da sombra,
Que lentamente propaga
No silencio da casa.

O fósforo, a vela e a chama… sua luz
Gizando mágicas geometrias,
Nas pálpebras dos meus vistos cansados …

Rendas, touros, barcos, peixes, insectos,
Flutuam na diáfana cal do meu quarto…

Minha janela no universo aberto,
É saia de luz
Vestindo a lua de estrelas,

Noite única no mundo,
E, a cada instante
Morre o meu corpo,
Neste relógio cósmico
Que nunca para.

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