7 de ago de 2010

POEMAS


Como um alazão desventrado a chuva cai da cinzenta nuvem
Bátegas de água destilada resvalam na montanha escabrosa
Bicicleta com donzelas montadas, pela ribeira viaja …
O olho de um lápis pinta o entulho da cidade rasgada

Com grémios pomposos fraudam a solidão
Lábia sem propósito nem candeia
Princesas urbanas com asas de lama…

Abanando abanicos de vaidade saracoteiam
Escassez de espírito agnosia alimentanda
Canto de sirenas trauteando suicídio a poesia…

Mais naufragas que Ulisses
Num banquete de navalhas brindam com terebintina,
A morte anunciada da lírica …



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