16 de dez. de 2009

POEMA DO SOLDADO


Soldado!... A vida sucumbiu na tua
Traqueia – o som morreu estilhaçado
No negrume do teu peito em cinzas

A tua arma destrói o mundo
A tua casa é ausente de luz –

garras de carnívoro mundano dilacerando vidas…

Casa de párias – Bombas, e engenhos
De urânio, esturricando a cabeça calva de
Anjos…

A eterna pantomímica da guerra! …

Em câmaras de alumínio jazem,
Heróis de medalhas no peito…

Sem luz a besta uiva,
Bebe-se terebintina,
No abismo da demência…


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